10.12.09

Ventos e tempestades

Há dias em que sentimos tempestades e ventos a soprar sobre nós. Dias em que o sol teima em não brilhar. Porque existem eles? Se não existissem nunca poderíamos saber distinguir o bom tempo do mau. Há alturas em que os maus sentimentos se apoderam de nós, mas também há outros em que parece que trazemos connosco a felicidade global.
O pessimismo: é disso que quero falar. Tornei-me numa pessoa pessimista, devido a acontecimentos fortes que passaram a marcar os momentos fracos. Ser pessimista é não acreditar no (im)possível. É chegar a uma altura e não querer mais saber de nada que está à volta do nosso canto. Será necessário todo esse sofrimento? Aprendi que não. O olhar em frente é a única solução. Se assim não fosse a humanidade estagnaria.
E, por falar em pessimismo, do outro lado está o optimismo. Tornaram-me numa pessoa optimista. Sim, alguém conseguiu mudar o meu pensamento. Conseguiram mudar o alvo do meu olhar. Quem haveria de ter sido? Os amigos, como é óbvio.
Percebi que tinha amigos verdadeiros e descobri outros que estavam camuflados. A amizade é como as expressões idiomáticas: toda a gente sabe o que significa, mas ninguém a traduz.
Os amigos transformam as tempestades em arco-íris e os ventos em brisas suaves. Ter amigos e ser amigo é a base de toda a colina da vida. Alguém já se imaginou sem amigos? Julgo que não. Até o pior criminoso tem amigos, apesar de não se aperceber.
Fiz um amigo precioso. Um desses que estava só camuflado à espera de aparecer. Apareceu no momento certo.
Já agora, como nos canta Sérgio Godinho “(…)quem não vê caras não vê corações, com um brilhozinho nos olhos guardei um amigo que é coisa que vale milhões “.

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